Por Geraldo Bubniak, Futebol ParanaenseEm um período inferior a três anos, o torcedor do Operário viu seu clube deixar a segunda divisão estadual – onde permanecera por quase 14 anos – para ingressar em uma competição nacional (a Série D) – outro feito que não ocorria desde 1993 – e culminar neste ano com, pelo menos, a quarta colocação no Campeonato Paranaense, fato que não ocorria há quase duas décadas.
O salto de evolução do time ponta-grossense é mais nítido se levar em conta que em 2007 e 2009 (após a confusão na rodada final da Divisão de Acesso daquele ano) o futebol profissional correu sérios riscos de ser novamente extinto. Some-se a trajetória alvinegra nos últimos anos, o fato de ter sido o único paranaense – com exceção de Coritiba, na Série B, e Atlético, na Série A – a ter ficado entre os seis melhores de um campeonato nacional (a sexta posição na Série D do Brasileiro do ano passado), além de uma muito próxima e inédita vaga na Copa do Brasil do ano que vem.
Em comparação a outras equipes do interior, a ascendente do clube de Vila Oficinas contrasta com trajetórias irregulares, como a do Cianorte – único capaz de tomar o terceiro lugar do Operário no Paranaense deste ano – que no mesmo período ocupou posições intermediárias no Estadual, mas que desde a Copa do Brasil de 2005 não participa de uma competição nacional.
Se o Operário mostrou uma ascensão nos últimos três anos, casos como Londrina, Toledo e Serrano – cuja emersão o levou da Terceira à Primeira Divisão entre 2008 e 2010 – viram declínios em suas trajetórias, com rebaixamentos para Segunda Divisão em diferentes anos.
Já casos de Iraty e Corinthians-PR, sólidos na primeira divisão paranaense há anos (embora o time da capital tenha trocado de nome de 2009 para cá), conseguiram picos com boas colocações no Paranaense, mas em seguida voltaram a ocupar postos intermediários. As participações no Brasileiro (Série C, quando ainda não havia a quarta divisão nacional) também foram irregulares para ambos, com eliminações nas primeiras fases.
Com relação ao aproveitamento dos pontos disputados nos últimos três anos, o Operário mantém um rendimento sempre acima dos 50%. Até o momento, os 58,73% de aproveitamento deste ano é a melhor marca atingida pelo clube.
Fonte: Diário dos Campos - Jeferson Augusto


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