Até quando os clubes de futebol do interior do Paraná terão de verificar
verdadeiros escândalos promovidos pelos péssimos árbitros fornecidos pela
Federação Paranaense de Futebol? Sempre que os lances são duvidosos, a decisão
é favorável aos clubes da Capital. Durante as partidas, sorrateiramente, minam determinados
jogadores dos clubes do interior com cartões amarelos e vermelhos, o que
logicamente põe abaixo todo o sistema implantado pelo técnico, assim como
também desfalcam o time para o(s) próximo(s) jogo(s).
Onaireves Nilo Rolim de Moura, quem não se lembra deste presidente da Federação Paranaense
preso pelo Ministério Público Federal por cometer diversos crimes?
Verifiquem
nos links abaixo:
Procuradoria
Geral da República
è Presidente da Federação Paranaense deFutebol é acusado de cometer crimes de falsidade ideológica, sonegação detributos federais e formação de quadrilha.
Jornal
Estadão de São Paulo – “manchete nacional” è Presidente da Federação Paranaense deFutebol é acusado de cometer crimes de falsidade ideológica, sonegação detributos federais e formação de quadrilha.
è Ex-presidente da Federação Paranaense de Futebol é preso
Se nos
dias atuais, diante de todos os aparatos tecnológicos que temos, ainda
verificamos situações que nos sugerem dúvidas, o que dizer dos primórdios do
futebol onde os supostos coronéis é que mandavam e desmandavam em tudo? Quantos
resultados foram fabricados? Quantos títulos foram atribuídos sem a devida
legalidade esportiva?
Infelizmente, ainda não
tivemos a oportunidade de abrir espaços para que diversas pessoas contassem
suas memórias a respeito de determinados momentos do futebol paranaense, mas em
sendo o Blog do Fantasma criado com o intuito de homenagear o historiador José Cação Ribeiro Junior, não podemos nos esquecer do que ele nos
conta em seu livro “Histórias do Futebol Ponta-Grossense”, página 22: ‘O Operário se intitulava campeão do interior
desde a Liga Sportiva Pontagrossense, e os times da Capital se proclamavam
campeões paranaenses’; página 26: “O Operário disputou o título paranaense
em 1926, com o Palestra Itália, (hoje Coritiba). No primeiro jogo empatou na
Capital em dois gols. O placar determinou um novo jogo, marcado para Ponta
Grossa, mas o encontro não ocorreu em razão do muitos ‘compromissos’ do
Palestra. Assim, apenas por ser da Capital, o Palestra foi ‘injustamente’
declarado campeão da temporada”. W.O. clássico!
Em 1961, depois de várias
temporadas onde sabe-se lá que tipos de barbaridades podem ter ocorrido no
futebol paranaense, e onde vários títulos somaram-se para os clubes da Capital, ocorreu o caso “Agapito”, jogador do Coritiba colocado de
forma irregular para o jogo final pela Chave Sul.
Mesmo que comprovada e irregularidade, o Coritiba persistiu com o caso, indo
até o Supremo Tribunal de Justiça Esportiva, por longos oito meses, sendo aí a
causa ganha pelo Operário, “por unanimidade” nas votações. O problema disso
tudo, é que nesse período o Operário não teve condições de manter os jogadores,
desarticulou uma equipe que vinha embalada, e para a decisão montou outra
às pressas e logicamente perdeu o título diante do Comercial de Cornélio
Procópio. O Operário foi sagrado campeão moral nesse campeonato e a Federação
Paranaense não teve sequer o honradez de justificar a divisão do título entre o
Operário e o Comercial.
Faz-se importante
frisar a importância de um título para um time de futebol, a repercussão
nacional e até mesmo mundial, e isto culmina obviamente em seu progresso e
engrandecimento. Mas vergonhosamente, isto foi tirado do Operário Ferroviário,
comprovadamente por duas vezes, talvez se alguém fosse remexer o passado,
sabe-se lá o que se encontraria, pois não restam duvidas que outros clubes
do interior também têm suas histórias para contar, que com certeza tantos outros espantos nos causariam. Mas
enquanto continuar a submissão e a prostração, como também a desunião da parte
dos dirigentes dos clubes do interior, podem se passar cem anos, que os clubes da
Capital continuarão a nos proporcionar momentos estranhos à prática do bom esporte
e lamentavelmente o Futebol Paranaense não evoluirá e os clubes do interior verificarão um a um o seu próprio fim!


